Discutir estratégias para promoção do etanol brasileiro no mercado asiático. Esse foi o principal assunto tratado durante almoço realizado, nesta quarta-feira (21), no escritório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em Brasília, com representantes do Itamaraty.

“Nesse momento, nossa prioridade é a de garantir que os países desenvolvam políticas de fortalecimento aos seus programas de etanol. Isso será o primeiro passo para pensarmos em um mercado global do biocombustível. E, nesse sentido, a Ásia é seguramente a região com o maior potencial de crescimento no curto prazo”, disse o presidente da UNICA, Evandro Gussi, durante o encontro.

De acordo com o diretor executivo da entidade, Eduardo Leão, a ida do presidente da República, Jair Bolsonaro, já agendada para fevereiro do ano que vem para a Índia, será uma grande oportunidade para o biocombustível brasileiro.

“O uso do etanol na Índia será bom não só para ajudar o país a reduzir a emissão de gases poluentes, como também para oferecer uma alternativa aos quase 50 milhões de produtores de cana daquele país. De quebra, ainda há o benefício da redução da dependência do petróleo importado”, pontuou Leão.

Atualmente, a Índia apresenta uma mistura da ordem de 5% de etanol na gasolina. O objetivo do país é chegar a uma mistura de 10% até 2022 e de 20% até 2030.

Além dos executivos da UNICA, participaram do almoço o secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia do Itamaraty, embaixador Reinaldo Salgado; a chefe de gabinete do secretário de Política Externa e Econômica, ministra Ivanise Maciel; o diretor do departamento de Energia, ministro Alex Giacomell; o chefe da divisão de Promoção de Energia, conselheiro Renato Godinho; e o chefe da Divisão da Índia, secretário Aloísio Sousa Neto.

Road Show

Em fevereiro do próximo ano, a UNICA irá promover Road Show por quatro países asiáticos: Índia, China, Tailândia e Paquistão. O objetivo é divulgar, com o apoio de especialistas brasileiros, os benefícios do etanol. Além disso, mostrar que não há riscos para os automóveis em usar misturas mais elevadas do biocombustível na gasolina.

“Como setor temos obrigação de mostrar quem somos e o que fazemos. Ninguém quer depender de um único país como fonte energética. Ninguém quer repetir 1973 e viver uma nova crise do petróleo. O etanol, produzido e consumido em larga escala e em diversos países, é a solução para isso”, reforçou Gussi.

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