A UNICA participou, nesta sexta feira, 29, da Pré-COP25, que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O evento, promovido pela CETESB – Companhia ambiental do estado de São Paulo, é um preparatório para a COP 25, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que acontecerá em Madri, na Espanha, entre os dias 2 e 13 de dezembro.

O evento contou a presença do Governador do Estado de São Paulo, João Doria,dos Secretários de Estado, Marcos Penido, de Infraestrutura e Meio Ambiente, Júlio Serson, de Relações Internacionais, Patrícia Ellen da Silva, de Desenvolvimento Econômico, e Gustavo Junqueira, de Agricultura e Abastecimento, além de outras autoridades ligadas ao setor e representantes das empresas participantes.

Na ocasião, houve o lançamento do Acordo Ambiental de São Paulo, no qual a UNICA e cerca de 50 empresas participantes assumiram, voluntariamente, um compromisso de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE), com o objetivo de conter o aquecimento global. O acordo tem o objetivo de incentivar a preservação do meio ambiente e apoiar o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

“O setor sucroenergético promove um dos maiores ativos do século 21, que é a redução e, posteriormente, a remoção do carbono da atmosfera. Isso traz consequências para as mudanças climáticas e para a qualidade do ar das cidades. O Brasil e o estado de São Paulo, em especial, estão à frente nesse sentido”, comenta Evandro Gussi, presidente da UNICA.

As empresas que aderiram ao acordo serão reconhecidas pelo Governo do Estado como membros de uma comunidade de líderes em mudanças climáticas, com oportunidades para a troca de informações entre as partes e divulgação das metas com apoio técnico governamental. A adesão voluntária será renovada automaticamente até 2030, prevendo estimativas de redução e sequestro de carbono e emissões evitadas de GEE nos próximos 20 anos.

A UNICA foi responsável pelo primeiro painel do evento, no qual tratou da sustentabilidade no setor sucroenergético. Evandro Gussi, presidente da UNICA, abriu o painel com uma mensagem sobre as reduções das emissões de GEEs e o Renovabio, que entra em vigor em janeiro de 2020. Além disso, para ilustrar projetos sustentáveis que deram certo, foram apresentados três casos de sucesso dos associados.

A Raízen, representada pelo vice-presidente de logística, distribuição e trading, Ricardo Mussa, apresentou ações de transição energética, abordando projetos de biogás, geração distribuída de energia solar e etanol de segunda geração, extraído a partir do bagaço e da palha da cana.

O Grupo Cocal foi representado por Paulo Zanetti, CEO, que trouxe relato sobre a produção de biometano a partir de resíduos, que tem a mesma aplicação do gás natural, com a vantagem de ser renovável e não poluente.

Por fim, a São Martinho, representada por Marcelo Ometto, presidente do conselho deliberativo do Grupo, abordou a iniciativa de cogeração de energia elétrica através de combustível derivado de resíduos e outras práticas sustentáveis.

Atvos, Cocal, Raízen, São Martinho, Tereos e Usina Vertente assinaram o Acordo de São Paulo para redução de emissões de GEE.

A cana em São Paulo no centro da sustentabilidade

A assinatura do Acordo de São Paulo reforça o compromisso do setor com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente no estado de São Paulo. Marco desse compromisso, o Protocolo Agroambiental Etanol Verde, celebrado em 2007 pela UNICA, ORPLANA e as Secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, baniu antecipadamente de forma voluntária o uso de fogo como método pré-colheita.

A ação evitou a emissão de 9,91 milhões de toneladas de CO2eq na atmosfera e mais de 59 milhões de toneladas de poluentes, entre eles monóxido de carbono, hidrocarbonetos e partículas. Hoje, 98% da colheita da cana no estado é mecanizada, o que trouxe qualificação e qualidade de vida para os trabalhadores.

Além disso, as empresas participantes do Etanol Verde apoiaram o combate aos incêndios florestais, cedendo cerca de 1.350 caminhões-pipa e 10.300 brigadistas, o que contribuiu efetivamente para a preservação ambiental. O projeto também resultou na preservação de 6.850 nascentes de água existentes nas áreas de lavoura, na recuperação de 210.719 hectares de matas ciliares, no plantio de 38 milhões de mudas de espécies nativas e na redução do consumo de água em cerca de 37%.