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Etanol e bioeletricidade: A cana-de-açúcar na matriz energética brasileira
 
No dia 14 de outubro de 2009, nove estudos inéditos sobre a situação e as perspectivas para a cana-de-açúcar na matriz energética brasileira foram lançados em Brasília, durante o seminário “O Setor Sucroenergético e o Congresso Nacional: Construindo uma Agenda Positiva”. Durante o evento, realizado no Auditório Nereu Ramos da Câmara Federal, os estudos foram apresentados detalhadamente por seus autores e comentados ao longo do seminário por mais de 40 parlamentares. Nesta página, é possível baixar um resumo dos estudos, e também a íntegra de sete trabalhos. Do mapeamento da cadeia produtiva em torno da indústria brasileira da cana a uma avaliação dos veículos flex, os estudos abordam aspectos relevantes com o objetivo de subsidiar o debate sobre a nova matriz energética brasileira.

  Para baixar a publicação “Etanol e Bioeletricidade: A Cana-de-Açúcar na Matriz Energética Brasileira”, que resume os nove estudos, clique aqui.
 
 
Mapeamento da cadeia sucroenergética

Estudo dos professores Marcos Fava Neves, Vinicius Gustavo Trombin e Matheus Consoli mapeia pela primeira vez todos os elos da cadeia energética, com a aplicação do método GESis (Gestão Estratégica de Sistemas Agroindustriais). Emergiu desse trabalho o faturamento do setor: US$ 28,15 bilhões, equivalente a quase 2% do PIB do Brasil. A movimentação financeira da cadeia é de US$ 86,8 bilhões.
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Área social

Simulação mostra que a substituição de gasolina por etanol criaria milhares de empregos no Brasil. Na proporção de 15%, seriam gerados 117.701 novos postos de trabalho. A análise – dos professores Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, Cinthia Cabral da Costa, Joaquim José Maria Guilhoto, Luiz Gustavo Antonio de Souza e Fabíola Cristina Ribeiro de Oliveira – demonstra que o setor sucroenergético tem maior capilaridade do que o petrolífero, contribuindo para a descentralização regional da renda.
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Clima

Trabalho dos pesquisadores Luis Gylvan Meira Filho e Isaias de Carvalho Macedo revela que, entre 1990 e 2006, o uso do etanol como combustível permitiu a redução em 10% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Estima-se que desde a criação do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) da ONU, em 2005, o etanol brasileiro evitou emissão equivalente a cerca de 60% de todos os créditos de carbono gerados no mundo.
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Saúde pública

Projeção indica que se os derivados de petróleo de petróleo fossem substituídos por etanol na região metropolitana de São Paulo, o nível mais baixo de poluição resultante da troca evitaria 12 mil internações hospitalares e 875 mortes por ano. O estudo – de autoria do médico patologista Paulo Hilário Nascimento Saldiva e dos especialistas em poluição atmosférica Maria de Fátima Andrade, Simone Georges El Kouri Miraglia e Paulo Afonso de André – também projeta, para o mesmo cenário, redução de US$ 190 milhões nos custos.
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Bioeletricidade

A biomassa da cana-de-açúcar é a fonte de energia sazonalmente complementar à hidroeletricidade. Estudo dos pesquisadores Nivalde José de Castro, Roberto Brandão e Guilherme de A. Dantas demonstra que esse aspecto não é devidamente levado em conta nos leilões de energia, o que favorece as termoelétricas, cuja energia é mais cara.
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Veículos flex

Estudo do professor Francisco Nigro e do consultor Alfred Szwarc mostra que, dos combustíveis alternativos, o etanol é o mais viável para substituir os derivados de petróleo, em parte por aproveitar a infraestrutura de transporte, estocagem e distribuição da gasolina e do diesel. O trabalho também indica que o motor flex pode ser aperfeiçoado.
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Programas internacionais

Comparação realizada por Adriano Pires e Rafael Schechtman, diretores do CBI (Centro Brasileiro de Infraestrutura), revela que quase todos os países que usam biocombustíveis lançam mão de incentivos para viabilizar essa fonte de energia limpa. Os estímulos ocorrem sobretudo na forma de subsídios, cotas mandatórias de participação na matriz energética e medidas protecionistas à indústria nacional dos biocombustíveis.
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